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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Instrumentos II

Atabaques

Os Atabaques são os principais instrumentos dos rituais no Candomblé.
Eles são de Origem africana e são utilizados para invocar a força dos Orixás e sua presença. São objetos sagrados e não saem de dentro dos terreiros como os que vemos nas ruas em atos festivos a exemplo nos Afoxés.



As membrnas dos atabaques são feitas com couros de animais ofertados à eles e independente dos meios aos que chegaram aos terreiros, os couros que neles chegam, são descartados e trocados por aqueles em que os animais já passaram por rituais e passam a ter uma energia diferente.


São três os que fazem parte do ritual: Rum, o maior que comanda os outros dois, o Rumpi o que fica ao meio e o menos que se chama Le. Estes são tocados por varinhas chamadas de Aguidavis.



Instrumentos

Adjá

Um instrumento sagrado e sem substituição nos rituais do Candomblé.
Na verdade, o adjá ou adjarin, é uma sineta de metal, feito em bronze ou metal dourado ou prateado. 
Serve para manter ou invocar a força do Orixá durante os rituais (festas, rezas e obrigações).

Quando um orixá chega e incorpora no corpo do filho, a Ekedji ou Sacerdote ,dentro do culto ao Orixá, vai guiando o Orixá ali presente utilizando o som do Adjá para que o mesmo a acompanhe.         
Também é utilizado para avisar sobre o começo de algum ritual, com o som emitido através do seu balançar, ele chama a atenção das pessoas presentes.

O instrumento é respeitado por todos os Orixás de Exú a Oxalá.
Usado em cerimonias festivas ou não, o Adjá é de suma importância no Candomblé, pois sem ele a presença do Orixá fica mais dificil de ser sentida.


sábado, 21 de abril de 2012

Como surgiu o candomblé?


Segundo a lenda, no inicio de tudo não havia separação entre Orum, o Céu dos Orixás, e o Aiê, a Terra dos humanos. Todos habitavam um lugar em comum e sem limitações entre homens e Orixás. 
Diz a lenda que quando o Orum ainda fazia o limite com o Aiê, um ser humano tocou o Orum com as mãos sujas e isso fez com que o céu imaculado dos Orixás fosse poluído. 
Olodumaré, o Deus Supremo, se revoltou com tamanha ousadia e resolveu limitar de uma vez por todas as ligações entre o céu e a terra. Com isso os Orixás não puderam mais frequentar a terra dos humanos. 
Agora havia o mundo dos Orixás e o mundo dos Humanos. Separados e isolados do Aiê, as divindades entristeceram. Entretanto, Olodumare deu uma nova oportunidade para os Orixás frequentarem a terra novamente, só que desta vez somente habitando o corpo dos seres humanos. Foi assim que Oxum teve a brilhante ideia de preparar o corpo do homem para tal feito. 
Oxum fez oferendas a Exú para propiciar sua delicada missão para que este permitisse a vinda à Terra. Chegando aqui, fez todos os atos e preceitos para preparar os cavalos, pessoas que recebem a energia do Orixá, para a tão aguardada iniciação ao culto às Divindades. 
Neste dia foi uma grande festa em reverência à força e dedicação aos orixás pois a partir deste momento todos poderiam conviver juntos novamente e neste dia teve início o Candomblé.