domingo, 13 de maio de 2012

Exú

Figura mais controvertida do panteão africano, o mais humano de todos os orixás, senhor do principio da transformação. Senhor da terra e do universo.

Exu é o ego de cada ser, o grande companheiro do homem em seu dia–a-dia.
Muitas são as confusões e equívocos que fazem com seu nome e forma, sendo uma das piores comparações feita pela religião católica; o comparando à lúcifer (diabo), ser desprezado pela religião por causar maldade e discórdia despejando perversidade e semeando o mau em os seres humanos.


Exu na realidade contem todas as contradições e conflitos inerentes ao ser humano, pois não é totalmente bom e também não totalmente mau assim tendo sentimentos como o homem de amar e odiar, unir e separar, promover a paz e a guerra.

Exu é o orixá que entende como ninguém o principio da reciprocidade, e se agradado, saberá retribuir, tornando-se amigo, e um fiel escudeiro. No entanto quando é contrariado ou desagradado, se torna um dos priores inimigos,tira a sorte daquele que o afrontou, traz discordia, confusões e fecha seus caminhos.

Exu é a força, o ser mais importante da cultura ioruba, sem ele o mundo não faria sentido, pois só através dele e que temos acesso aos demais orixás e ao Deus Supremo Olodumaré, pois Exu fala todas as línguas e permite a comunicação entre o Orum e o Aiê e entre os seres humanos, sendo assim Exu seria em outras religiões um espírito santo ou um guia de luz, aquele que orienta e previne o ser humno de cometer atos ilícitos.

Exu foi a primeira forma dotada de existência individual, Não se sabe ao certo sua região de origem na áfrica, pois em todos os reinos se presta culto a Exu.
DIA DA SEMANA Segunda-feira.

CORES Preto , vermelho e cinza

SÍMBOLOS Tridente e/ou bastão (opa ogó) 

ELEMENTO Fogo.

PLANTAS Pimenta, capim tiririca, urtiga. Arruda, salsa, hortelã.

ANIMAIS Bode.,galos, e etc..

METAL Bronze, ferro (minério bruto).

COMIDAS Farofa de dendê, bife acebolado, picadinho de miúdos.

BEBIDAS Cachaça.

SINCRETISMO Santo Antônio (13/06)



sábado, 12 de maio de 2012

Arte II

Feitas com gesso sobre a madeira.

Exú

 



Iansã

 



Logun Ede

 



Obaluaê

 



Odé

 



Ogun

 







Arte I

Quadro "A Iniciação"

Peça única, localizada no Ilê Axé Omo Alade.
O quadro traz a representação de 5 Yaôs.
O Ato de iniciação representa o começo da vida do ser humano para o culto aos Orixás.
Através de fundamentos e atos feitos internamente (segredos não divulgados), o ato de sair pintado colorido, com fios de conta e careca, representa a pureza, a preparação para o transe do Orixá ou seja, o começo do caminho para que acredita e enxerga no Orixá e na Religião, o seu bem estar mental, espiritual e pessoal.           




Chifre de Marfim

Escuturas que contam a evolução da humanidade....

Peça presenta no Ilé Axé Omo Alade que tem como Sacertode (Babalorixá - Pai de Santo) Pai Jaques de Logun Edé.
Na peça está escupida a evolução da humanidade contada por etapas e cima para baixo.
Podemos visualizar desde o surgimento da humanidade, a escravidão, as ofertas realizadas, o sofrimento do negro e a catequização.
Localizada ao Centro de seu Terreiro (Barracão), é impossível não notar tamanha beleza, pois pode ser notada de qualquer parte de seu local de culto ao Orixá.




            

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Ritmos e Toques dos Atabaques

ADABI – Bater para nascer é seu significado. Ritmo dedicado a Exú.

ADARRUM – Ritmo invocatório de todos os Orixás. Rápido, forte e contínuo marcado junto com o Agôgô. Pode ser acompanhado de canto especialmente para Ogum.

AGUERE – Em Yorubá significa “lentidão”. Ritmo cadenciado para Oxóssi com andamento mais rápido para Iansã. Quando executado para Iansã é chamado de “quebra-pratos”

ALUJÁ – Significa orifício ou perfuração. Toque rápido com características guerreiras. É dedicado a Xangô.

BRAVUM – Dedicado a Oxumaré .Ritmo marcado por golpes fortes do Run.

HUNTÓ ou RUNTÓ – Ritmo de origem Fon executado para Oxumaré. Pode ser executado com cânticos para Obaluaiê e Xangô

IGBIN – Significa Caracol. Execução lenta com batidas fortes. Descreve a viagem de um Ancião. É dedicada a Oxalufã.

IJESA – Ritmo cadenciado tocado só com as mãos. É dedicado a Oxum quando sua execução é só instrumental.

ILU – Termo da língua Yorubá que também significa atabaque ou tambor

BATA – Batá significa tambor para culto de Egun e Sangô . Ritmo cadenciado especialmente para Xangô. Pode ser tocado para outros Orixás. Tocado com as mãos.

KORIN- EWE – Originário de Irawo, cidade onde é cultuado Ossain na Nigéria. O seu significado é “Canção das Folhas”.

OGUELE – Ritmo atribuído a Obá. Executado com cânticos para Ewá.

OPANIJE – Dedicado a Obaluaiê, Onile e Xapanã. Andamento lento marcado por batidas fortes do Run. Significa “o que mata e come”

SATÓ – A sua execução lembra o ritmo Bata com um andamento mais rápido e marcado pelas batidas do Run. Dedicado a Oxumaré ou Nanã. Significa a manifestação de algo sagrado.

TONIBOBÉ – Pedir e adorar com justiça é o seu significado. Tocado para Xangô


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Instrumentos II

Atabaques

Os Atabaques são os principais instrumentos dos rituais no Candomblé.
Eles são de Origem africana e são utilizados para invocar a força dos Orixás e sua presença. São objetos sagrados e não saem de dentro dos terreiros como os que vemos nas ruas em atos festivos a exemplo nos Afoxés.



As membrnas dos atabaques são feitas com couros de animais ofertados à eles e independente dos meios aos que chegaram aos terreiros, os couros que neles chegam, são descartados e trocados por aqueles em que os animais já passaram por rituais e passam a ter uma energia diferente.


São três os que fazem parte do ritual: Rum, o maior que comanda os outros dois, o Rumpi o que fica ao meio e o menos que se chama Le. Estes são tocados por varinhas chamadas de Aguidavis.



Instrumentos

Adjá

Um instrumento sagrado e sem substituição nos rituais do Candomblé.
Na verdade, o adjá ou adjarin, é uma sineta de metal, feito em bronze ou metal dourado ou prateado. 
Serve para manter ou invocar a força do Orixá durante os rituais (festas, rezas e obrigações).

Quando um orixá chega e incorpora no corpo do filho, a Ekedji ou Sacerdote ,dentro do culto ao Orixá, vai guiando o Orixá ali presente utilizando o som do Adjá para que o mesmo a acompanhe.         
Também é utilizado para avisar sobre o começo de algum ritual, com o som emitido através do seu balançar, ele chama a atenção das pessoas presentes.

O instrumento é respeitado por todos os Orixás de Exú a Oxalá.
Usado em cerimonias festivas ou não, o Adjá é de suma importância no Candomblé, pois sem ele a presença do Orixá fica mais dificil de ser sentida.